03/09/2008

Entendendo o inferno

Um professor de termodinâmica deu um trabalho de casa para seus alunos, com uma única questão:

"O inferno é exotérmico ou endotérmico? Responda e fundamente".

A maioria dos alunos deram prova de seus conhecimentos usando as leis de Boyle ou suas variantes. Um aluno, entretanto, escreveu o seguinte:

"Primeiro, postulamos que se a alma existe, ela deve ter uma massa.
Portanto, precisamos saber com que taxa as almas entram no inferno e a que taxa elas saem.

Podemos seguramente assumir que uma vez entrada no inferno, a alma não sairá. Portanto nenhuma alma sai. Para as almas que entram, examinemos as diversas religiões que existem no mundo hoje.

Algumas destas religiões estipulam que se você não for adepto dela, você irá para o inferno. Já que existem mais de uma destas religiões, e que ninguém professa mais do que uma religião, pode-se projetar que todas as almas irão para o inferno, provocando um aumento contínuo de seu volume.

Com as taxas de natalidade e mortandade no nível em que estão, pode-se esperar um aumento exponencial das almas no inferno. Vejamos agora o índice de alteraçao de volume no inferno. A lei de Boyle diz que para manter a temperatura e a pressão do inferno, a proporção de almas e volume deve permancecer constante.

Temos então duas hipóteses:

a) se o volume do inferno está se expandindo a uma velocidade menor do que a velocidade das almas entrando no inferno, então a temperatura e a pressão aumentarão até a explosão do inferno.

b) se o volume do inferno expandir-se a uma velocidade maior que o
aumento de almas, a temperatura e a pressão cairão até o congelamento total do inferno.

Quando perguntada se iria para a cama comigo, a Jennifer do 2º colegial respondeu "nem que o inferno congele", o que significa que a hipótese 'b' ainda não ocorreu, e portanto deve estar correta, o que leva à conclusão que o inferno é exotérmico."

O aluno tirou nota 10.

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