Numa cidadezinha muito conservadora do interior, uma cafetina consegue autorização da prefeitura para instalar um bordel nos limites do município. Em troca, tem de dar a garantia de que o inferninho vá funcionar na mais absoluta discrição, para não chamar muito a atenção dos visitantes, nem ferir os bons costumes da localidade.
Alguns meses depois, com o bordel em plena atividade – sempre em sigilo –, um carrão esporte último tipo estaciona no local. Quem sai do veículo é um empresário da capital, que tem a curiosa fantasia de fazer sexo em cima do telhado. Ele entra no randevu e solicita à cafetina:
— Com licença, eu gostaria de trepar com uma de suas meninas aqui em cima do telhado. Pode ser?
— Desculpe, senhor – responde a cafetina –, é que esta cidade é muito moralista. Se te verem nessa situação, poderão me cobrar multa ou até fechar o meu estabelecimento.
— Tô cagando e andando pra isso. Pago dez mil reais pra fazer o que bem entender aqui! – E pôs na mesa um maço de cem notas de R$ 100, 00.
A cafetina pensou: “Bem, até que dez mil servem pra pagar com folga qualquer multa que a prefeitura for cobrar. ” Aceitou o dinheiro, destacou a garota mais linda do randevu e lá foram, esta e o empresário, transar no telhado do mafuá.
Quando já estavam no meio do ato, um bêbado se aproxima do bordel, olha para cima, não acredita no que vê, esfrega os olhos, torna a olhar para cima e exclama:
— Oba! Até que enfim botaram letreiro aqui!
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