O cri-cri entra no bar e pede:
- Me vê aí um café e uma empadinha.
O balconista responde:
- A empadinha acabou!
- Acabou a empadinha?
- Acabou.
- Tá legal! Então me dá uma coca-cola. . . Bem geladinha, hein? . . . Assim! Tá ótima! . . . E me dá uma empadinha!
- Eu acho que o senhor não entendeu direito. Acabou a empadinha! Não tem mais!
- Bom, nesse caso, eu tomo só a coca. . . Me vê um maço de cigarro. . . E embrulha três empadinhas para viagem!
- Puta que pariu! O senhor tá de gozação, é? Não tem empadinha, cacete! Nunca teve empadinha nesse bar, tá legal? Não precisa vir mais procurar empadinha aqui, tá? Esquece!
- Calma! Não precisa ficar nervoso! Não tem, não tem. Eu peço outra coisa. Além do cigarro eu vou levar uma lata de cerveja, falou?
- Tá certo. . .
- Hum. . . Mas que cerveja vai bem com empadinha, isso vai! Põe uma empadinha também no pacote!
- O senhor tá de sacanagem comigo! Eu tô perdendo a paciência! Quantas vezes eu preciso repetir? Não tem empadinha, caralho! Não tem empadinha!
O freguês da mesa ao lado se mete na conversa:
- Escuta aqui! O senhor é doido ou o quê? Há dez minutos que eu tô escutando esse seu papo de maluco! Eu não sei como o amigo aí tá agüentando! . . .
E dando um tapinha nas costas do balconista, lhe diz:
- Não liga pra esse pentelho, não! Traz logo a porra dessa empadinha e manda ele embora!
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