Metrópolis, segunda-feira, 8: 00 Da manhã. Entediado com a vida de
super-herói, o Homem de Aço, sobrevoando a cidade, fala consigo mesmo:
- Ô vida chata essa de super-herói. . . Estou servindo esse planeta há
tanto tempo, já salvei a terra de catástrofes e terroristas, já ajudei
velhinhas e ceguinhos a atravessar ruas, já coloquei tantos bandidos na cadeia e
mandei outros tantos pro inferno. . . Já salvei a Lois Lane diversas vezes da
morte, assim como tantas outras mulheres gostosíssimas, e, por incrível que
pareça. . . Nunca comi ninguém. A Lois Lane só dá quando eu me casar com
ela, mas isso eu não quero e já disse que ela bem que podia me dar como pagamento por pelo menos um salvamento dos tantos que já fiz. . . Mas nada.
- Já sei, vou usar minha super-visão de raio-x e procurar alguma
mulher que esteja dando bola ou à toa pelas ruas.
Depois de alguns minutos de vôo, o super-herói encontra lá embaixo uma
cena inexplicavelmente perfeita para a sua necessidade: A Mulher-Maravilha em
pessoa, completamente nua e de pernas abertas deitada numa praia
deserta!
- Não posso nem acreditar que essa gostosa da Mulher-Maravilha estava esse tempo todo aqui, com essa cara de quem já está gozando e eu me lamentando pelos céus! . . . Já sei. Com a minha super-velocidade, vou
descer lá, dou duas duas ou três, e vou ser tão rápido que ela não vai nem
perceber!
Numa pequena fração de segundos o Homem-de-Aço faz o serviço e sobe aos
céus com uma cara de felicidade e a sensação de dia ganho.
Lá embaixo, a Mulher-Maravilha, espantada, pergunta:
- Ô Homem-Invisível, o que foi isso?
- Querida, eu sinceramente não faço a menor idéia, mas não sei por que
o meu cú de repente começou a arder tanto!
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