E lá no ermo, o caipira viaja o dia inteiro e chega à noitinha no sítio do compadre, onde vai se hospedar. Quando chega, o compadre já havia jantado, que é costume do pessoal da roça jantar bem cedo. O caipira, sem comer o dia todo, chega morrendo de fome, e nada do compadre lhe oferecer comida. Pedir ele não vai, não fica bem. Os dois "garram" numa prosa, conversam de tudo, mas nem sinal do compadre falar em jantar.
Nove da noite, o dono da casa já está virando os olhos de sono, que esse horário para um ele, já é madrugada, e o visitante vai puxando assunto, na esperança do compadre lhe oferecer alguma coisa. Um com sono, louco pra ir dormir, o outro, azul de fome, sonhando em comer.
O anfitrião, com muita diplomacia, toma a iniciativa:
- O cumpádi qué lavá os pé pra durmí?
- É bão, né cumpádi. . . Mai. . . Será que num faiz mal lavá os pé de barriga vazia?
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