A caravana do governo seguia pelo interior nordestino, em vários carros.
Todos estavam disfarçados, como se fossem do povão.
Lá pelas tantas, no meio do poeirão, bate aquela sede e Lula manda a carreata parar na primeira casa do caminho para beber um pouco de água.
Logo avistaram um casebre, a comitiva pára, e alguém pede água.
Diante do pedido daqueles homens importantes, a dona do casebre, hospitaleira que era, grita para o menino de uns nove anos que estava sentado na porta:
- Luiz Inácio! Corre aqui, guri. Traiz a quartinha e as caneca prus doto bebê água.
Lula, vaidoso, logo pergunta:
- Eu vi que a senhora chamou o garoto de Luiz Inácio. Ele tem esse nome em homenagem a alguém especial?
E ela, sem nunca imaginar que era o presidente em pessoa que estava ali, responde:
- Não, doto. Na verdade o nome dele é Pedrinho. Botemo esse apelido purque urtimamente esse minino deu pra menti que é uma disgraça!
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